A ilha (a 61ª maior ilha do mundo e a 15ª maior do Canadá) e a área circundante foram a região onde o Erebus e o Terror terminaram sua jornada.
Sabe-se agora que os dois navios ficaram presos em 1846, quando ficaram congelados no gelo marinho a noroeste da ilha. Após o abandono das embarcações, a maioria da tripulação morreu de exposição e fome ao tentar caminhar para o sul, próximo à costa oeste. Dois dos homens de Franklin foram sepultados em Hall Point, na costa sul da ilha. Somente em 29 de junho de 1981 os pesquisadores finalmente tiveram êxito. Uma equipe liderada pelo arqueólogo canadense Owen Beattie encontrou 31 fragmentos de ossos humanos na extremidade sul da ilha, chamada Booth Point. Em 9 de setembro de 2014, a Expedição Victoria Strait localizou os destroços do HMS Erebus. O HMS Terror foi encontrado em 2016 na Terror Bay, ao largo da costa sudoeste da Ilha King William.
A região também teve um papel importante para o explorador norueguês Roald Amundsen durante a expedição pela Passagem Noroeste, tendo passado quase dois anos com seu navio na costa sudeste, no local atualmente conhecido como Gjoa Haven. A ilha é separada da Península Boothia pelo Estreito James Ross ao nordeste e pelo Estreito Rae ao leste. A oeste encontra-se o Estreito Victoria e, além dele, a Ilha Victoria. No Estreito Simpson, ao sul da ilha, está a Península Adelaide, parte do território continental do Canadá. O Golfo da Rainha Maud situa-se a sudoeste.