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Atravessar a Passagem de Drake de navio, com suas ondas agitadas e ventos fortes, pode ser emocionante para alguns, mas para outros, é um fator decisivo negativo. Então, existe outra forma de chegar à Antártida? Sim, há um atalho para esta terra remota e fascinante—voando!
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Um air-cruise combina um voo fretado curto com uma expedição clássica em navio de pequeno porte. Normalmente, voa-se de Punta Arenas, no Chile, até a Ilha King George, nas Ilhas Shetland do Sul, onde encontra a equipe de expedição próxima à pista de pouso. Após uma breve transferência até a costa, embarca-se em um Zodiac e segue-se para a embarcação—sua base confortável para os próximos dias—dando início à exploração da Península Antártica com desembarques guiados e cruzeiros de Zodiac conduzidos por uma equipe de especialistas. A maioria dos roteiros inclui o voo de retorno ao Chile; outros são híbridos, com voo em um sentido e navegação no outro.
Do ponto de vista operacional, esses programas têm se mostrado eficientes ao longo de muitas temporadas. Os operadores costumam utilizar um BAe 146-200 (com cerca de 70 assentos) para a viagem de duas horas de Punta Arenas até a Ilha King George, pousando em uma pista preparada próxima a várias bases internacionais de pesquisa.
Observe que os air-cruises também apresentam algumas compensações. Os limites de bagagem são mais restritos e os voos dependem das condições meteorológicas, o que pode causar atrasos ou ajustes no itinerário. Economizam dias de navegação e minimizam a exposição ao movimento do mar, mas geralmente são mais curtos, com preço diário mais elevado, e um pouco menos “expedição clássica” do que navegar nos dois sentidos.
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A Passagem de Drake, a faixa de oceano turbulento com 500 milhas de largura entre o extremo sul da América do Sul e a Antártida, é tanto uma parte impressionante quanto infame da viagem ao Continente Branco. Conhecida como um dos mares mais agitados do mundo, suas águas imprevisíveis podem alternar entre o "Drake Lake", quando o mar está calmo, e o "Drake Shake", quando tempestades desencadeiam ondas poderosas. Para alguns aventureiros, a Passagem de Drake é um rito de passagem—um teste de resistência e espírito que acrescenta um sentido de realização à chegada à natureza congelada. A experiência de enfrentar o oceano aberto, acompanhado por albatrozes planando acima e, ocasionalmente, por baleias rompendo a superfície, proporciona uma ligação visceral com a força bruta da natureza.
No entanto, essa travessia traiçoeira não é para todos. A combinação de ventos fortes, ondas imponentes e um navio balançando pode causar enjoo severo, mesmo em viajantes experientes. Para aqueles que preferem jornadas mais suaves, a perspectiva de passar dois dias navegando por águas tão voláteis pode superar o apelo da aventura.